26ª Conferência Nacional do PCO

26ª Conferência Nacional do PCO - Informes

Um balanço das eleições: PCO realizou 26ª Conferência Nacional no domingo dia 9 de outubro de 2016

No domingo, dia 9 de outubro de 2016, os militantes e filiados do Partido da Causa Operária discutiram a posição do Partido diante desse novo período. A 26ª Conferência Nacional do PCO foi realizada para fazer um balanço das eleições, discutir a situação política nacional e internacional e as perspectivas da luta contra o golpe de Estado no Brasil.

As pautas escolhidas para o evento foram: discussão sobre a situação política nacional e internacional; o balanço das eleições; por fim, a definição do Partido diante do segundo turno eleitoral, onde houver. Essa conferência foi mais um passo para a realização do 8º Congresso do PCO realizado em dezembro de 2016.

Ouça abaixo a gravação da abertura da 26ª Conferência Nacional do PCO:

26ª Conferência Nacional do PCO decide pelo voto nulo no 2º turno das eleições

A 26ª Conferência da PCO, realizada no dia 9 de outubro, discutiu e deliberou a posição do partido no segundo turno das eleições municipais. Por unanimidade, os delegados presentes aprovaram o voto nulo e a luta contra a direita golpista e o golpe.

Leia abaixo a resolução da conferência:

Os delegados militantes do Partido da Causa Operária, reunidos na 26ª Conferência Nacional no dia 9 de outubro de 2016, deliberaram a seguinte posição para o segundo turno das eleições municipais de 2016

  1. Como denunciamos durante todo o processo eleitoral do primeiro turno, as eleições deste ano, que ocorreram sob um golpe de Estado no País, foram as mais antidemocráticas desde o fim da ditadura. A direita golpista controlou todo o processo eleitoral, impondo uma legislação com restrições absurdas, diminuindo o tempo de campanha, diminuindo o tempo da propaganda eleitoral, proibindo propaganda de rua etc.. Todas as restrições colocaram a eleição sob o controle absoluto do monopólio da imprensa golpista. Qualquer ilusão nesse processo eleitoral, montado pela direita para aprofundar o golpe, é jogar os trabalhadores em uma armadilha. A primeira tarefa da própria eleição é denunciar esse processo.
  2. A política do PCO foi a de utilizar as eleições como uma tribuna de denúncia do golpe de Estado. A derrota da esquerda nas eleições, conforme analisamos, foi produto da falta de mobilização política gerada pela ausência de campanha, organizada pela direita. A luta contra o golpe seria a única forma de mobilizar os trabalhadores e preparar o movimento, independentemente do resultado das eleições.
  3. Outro ponto importante é o fato de que qualquer vitória da esquerda, o que nesse momento parece bem improvável, seria facilmente revertida pelos golpistas, com muito maior facilidade do que derrubaram o governo federal. Dizer aos trabalhadores que o voto em um ou outro candidato no segundo turno vai resolver os seus problemas seria alimentar uma grande farsa.
  4. Para um partido operário, a decisão de apoiar um outro candidato deve ser guiada pelo objetivo fundamental da luta pela independência organizativa da classe operária. Nesse sentido, em primeiro lugar, um partido operário não deve apoiar a candidatura de um elemento pequeno-burguês ou burguês, pois seria uma política que serve para atrasar a luta pela construção de uma partido operário independente.
  5. Os candidatos da esquerda que se apresentam no segundo turno não são candidatos operários e não expressam a luta pela independência de classe do proletariado. Para citar os mais importantes, Marcelo Freixo, assim como seu partido, o Psol, é um típico político profissional pequeno-burguês e uma base social igualmente de classe média. Até mesmo do ponto de vista do programa, a candidatura de Freixo apresenta um programa que em muitos casos coincide com a política da direita. O mesmo ocorre com o candidato do PSol no Pará, Edmílson Rodrigues
  6. Outra cidade onde haverá uma importante disputa no segundo turno será Recife. O candidato petista, João Paulo, ainda que seja oriundo do movimento operário dos anos 80, há muito tempo não está ligado à classe operária. É uma candidatura representante dos políticos parlamentares do PT e a própria candidatura não está apoiada sobre um  movimento independente da classe operária.
  7. Diante dessas considerações, os delegados da 26ª Conferência decidem que a posição do PCO será o voto nulo, em primeiro lugar denunciando o golpe e a direita, chamando os trabalhadores a lutar contra a direita golpista e a prisão de Lula, contra as ilusões nas eleições antidemocráticas da burguesia. Nossa campanha não se dirige prioritariamente contra as candidatos da esquerda, mas contra o golpe de Estado e os partidos que devem ser denunciado energicamente pelo Partido no segundo turno, assim como foram no primeiro.

PCO NÃO ESTÁ CHAMANDO A VOTAR NO PT NO RECIFE NO SEGUNDO TURNO

Em nota enviada ao “Blog do Jamildo”, que noticiou apoio do PCO ao candidato do PT no segundo turno em Recife, a direção nacional do Partido explica sua posição política de voto nulo no segundo turno.

“O Partido da Causa Operária vem a público esclarecer que, diferentemente do que foi veiculado pelo “blog do Jamildo” no dia 3 de outubro, no artigo “No Recife, João Paulo recebe o apoio de Pantaleão do PCO“, assinado por Marcos Oliveira, sua posição diante do segundo turno das eleições é o voto nulo em todos os municípios e a continuidade da campanha do partido contra o golpe de Estado que derruboudado contra o governo Dilma Rousseff por meio do impeachment.

“Esclarecemos ainda que o Partido tomou posição sobre o segundo turno no último dia 9 de outubro, na sua 26ª Conferência Nacional, à qual atenderam dezenas de delegados e observadores de todo o País.

A declaração dada por Carlos Pantaleão, candidato a prefeito de Recife pelo PCO não é a posição do PCO e de seus militantes e gostaríamos que tal fato fosse esclarecido aos leitores deste jornal.

Direção Nacional do Partido da Causa Operária”

A direção do Partido esclarece também que enviou ao militante pernambucano Carlos Pantaleão uma exigência de que o mesmo acate a decisão da 26ª Conferência Nacional, que deliberou pelo voto nulo em todo o País no segundo turno e que o retire publicamente o seu apoio ao candidato do PT.

Ao mesmo tempo, a direção do PCO decidiu ainda encaminhar processo disciplinar contra o militante em questão. 

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