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Aliança da Juventude Revolucionária

A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) defende a intervenção nas eleições com a finalidade de torná-las tribunas das principais reivindicações políticas da juventude brasileira, sobretudo neste momento de profundo ataque à juventude operária e estudantil, duramente atingida pelo desemprego, pela repressão, pela falta de acesso à Educação de qualidade em todos os níveis etc. e que se vê ameaçada tanto em seus direitos democráticos como em suas condições de vida. A juventude, deve participar no processo eleitoral com um programa claro e combativo, com o intuito de quebrar com a total paralisia das organizações de esquerda, sobretudo as estudantis, que suas direções atualmente se encontram de total conluio com a política de Frente Ampla com a direita. A AJR propõe como eixos para um programa de lutas nas eleições e fora delas:

 

1 – Aliança operária e estudantil para impulsionar a luta contra o fascismo, contra os ataques aos trabalhadores e à juventude; 

2 – Lutar por uma assembléia nacional constituinte, livre, democrática e soberana, resultado da mobilização revolucionária das massas contra o atual regime golpista; 

3 – Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo. 

Suspensão do ENEM e dos vestibulares. Garantia de livre acesso às universidades públicas para todos os alunos. Nenhum financiamento do ensino privado. Isenção das mensalidades e taxas para todos os alunos desempregados. 

4 – Luta pelo governo tripartite, a comunidade acadêmica – alunos, professores, funcionários e pais- precisam ter o direito de decidir sobre a política e medidas a serem tomadas pelas instituições de ensino, sendo a maioria, os estudantes, detentores do maior peso nas votações. Ter direito a decidir quanto ao calendário acadêmico, a retomada das aulas e a organização autônoma dos recursos. 

5 – Pelo fim do vestibular. Os vestibulares representam um afunilamento e seleção daqueles que podem entrar no ensino superior. O ensino superior deve ser aberto a todos, uma continuação direta dos outros níveis de ensino. A burguesia durante o golpe aprofundou os ataques às poucas formas de acesso da população pobre as universidades, assim como a política de privatização das universidades. Mesmo as cotas, um direito parcial garantido à população pobre está tornando-se terreno de perseguição dos estudantes. É necessário o fim de qualquer restrição ao acesso às universidades. 

6 – Fim do ensino pago. Estatização de todo o ensino em todos os níveis. Não à cobrança das mensalidades enquanto não houver vacina, sem cobrança enquanto as aulas estiverem paralisadas. 

7 – Por condições de vida e amparo aos estudantes das moradias universitárias. Não ao sucateamento das moradias e bandejões. Proibição das expulsões de alunos das moradias. Proibição dos jubilamentos.

8 – Trabalhar menos para que todos trabalhem. Máximo de 35 horas de trabalho semanal, com jornada máxima de 7h por dia e escala móvel das horas de trabalho (reduzir a jornada, sem reduzir os salários). O desemprego é um dos pontos cruciais da exploração dos trabalhadores brasileiros, a juventude é o principal foco desta crise, por isso, seu direito ao trabalho precisa ser garantido, a juventude trabalhadora não deve pagar pela crise gerada pelos capitalistas. 

9 – Fim das escolas militares. A ditadura golpista visa transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológico ditatorial, impedindo a organização dos estudantes e a luta tradicional da juventude, setor mais radicalizada da sociedade. As escolas militares são um enclave da burguesia nos principais locais de discussão e organização política do país, seu fim é uma derrota para a ditadura e o fascismo. 

10 – Abaixo a repressão: dissolução da PM e de todo aparato repressivo; legalização das drogas.

11 – Por candidaturas de jovens e lutadores pelas reivindicações da juventude e dos trabalhadores.

 

Link: Programa completo da Aliança da Juventude Revolucionária