25ª Conferência Nacional do PCO

Informes Políticos 25º Conferência Nacional do PCO

Informes Políticos 25º Conferência Nacional do PCO

Convocatória da 25ª Conferência Nacional do PCO

  1. Frente ao golpe de Estado da  direita pró-imperialista, da proximidade das eleições municipais marcadas para outubro de 2016 e, principalmente, das importantes tarefas colocadas para a construção do partido e sua intervenção na situação política, o Comitê Central Nacional do Partido da Causa Operária, com base nos estatutos partidários, convoca os militantes do Partido a participarem dos debates das deliberações da política a ser adotada pelo PCO na sua 25ª Conferência Nacional.
  1. A 25ª Conferência Nacional será realizada nos dias 2 e 3 de julho de 2016, no Estado de São Paulo, com abertura a ser realizada no auditório do CCBP (no primeiro dia do evento) e plenárias deliberativas a serem realizadas em local estabelecido pela direção nacional e informado aos delegados e observadores no ato do credenciamento a ser realizado no local da abertura da Conferência.
  1. A Conferência Nacional terá a seguinte pauta:

3.1 Situação política nacional

3.2 Eleições 2016:

orientação política,

plataforma

política de alianças

critérios para candidaturas

organização das eleições

3.3 Resoluções e moções

  1. A direção e  os militantes partidários poderão apresentar propostas de deliberação sobre a pauta da Conferência, tendo como base o Estatuto do PCO e as deliberações dos Congressos partidários.
  1. A participação na Conferência bem como a possibilidade de indicação à candidatura pelo PCO ficam condicionados, conforme estabelecido pelo Estatuto do PCO à que o filiado esteja em dia com suas orbigações estatutárias, incluindo as obrigações financeiras
  1. Os organismos que não estiverem representados na Conferência Nacional e participarem de suas deliberações, não estarão autorizados a lançar candidatos nas eleições. As decisões da Conferência têm caráter e abrangência nacional, sendo obrigatórias para todo o Partido.
  1. As deliberações sobre as eleições e candidaturas do PCO adotadas na Conferência Nacional serão encaminhadas pelas conferências  municipais que serão convocadas no prazo legal pelos órgãos de direção do Partido.
  1. Os critérios de eleição de delegados serão estabelecidos no Regimento Interno da 25ª Conferência Nacional.

São Paulo, 5 de junho de 2016.

Comitê Central Nacional do Partido da Causa Operária

Transcrição do informe político da 25º Conferência Nacional do PCO

2 de Julho de 2016

“Antes de entrar no informe propriamente dito, queria chamar atenção dos companheiros que estão presentes nessa 25º conferência para algumas questões metodológicas do partido que considero que são fundamentais e que é importante lembrar.

Vocês estão observando, principalmente dos companheiros aqui que participaram aqui da 24ª conferência realizada em Abril desse ano, que o partido busca organizar a discussão política interna com a mais ampla participação política possível. Queria falar um pouquinho da importância desse fato para o desenvolvimento do partido e para situação política nacional de conjunto.

Esse fato ele mostra que nós somos o partido, primeiro, mas democrático do país enquanto que os outros fazem toda uma aparência de democracia, falam de verticalidade, falam disso e falam daquilo, o único partido que convoca sistematicamente a sua militância para discutir aquilo que é fundamental, ou seja, a orientação política a ser seguida a cada momento é o nosso partido. Vocês vejam que os demais partidos no meio dessa crise que nós estamos atravessando, que é uma crise extraordinariamente grande, não realizam congresso, não realizam conferência, não tiram resoluções, não acompanham a situação política, não fazem nada disso dai.

Então isso dai chama atenção para o caráter fundamental daquilo que é a democracia do ponto de vista revolucionário. Que é o que? Que os militantes partidários tenham não apenas uma participação direta, mas um acompanhamento sistemático da orientação política do partido diante da situação. Isso dai permite também, tem permitido, que nosso partido seja o partido com a maior clareza política diante dos acontecimentos, do golpe etc.

Vocês vejam que nós não ficamos ai em todo esse período político repetindo chavões tradicionais da esquerda, mas nós temos feito uma análise que implica num seguimento, em um acompanhamento sistemático e concreto da situação política.

Eu acho importante chamar atenção sobre isso, porque eu noto da parte de vários militantes, que o esforço que é necessário para realizar esse tipo de reunião muita vezes sobrepõe a importância do que nós estamos fazendo. Logicamente se você que ter um partido onde os militantes participam sistematicamente da deliberação política, onde as pessoas se reúnem para discutir aquilo que está acontecendo, para discutir e para tomas decisões que está acontecendo, isso tem um custo, exige um esforço, você tem um partido nacional em um país como o Brasil e isso ai implica em deslocar pessoas por grandes distâncias para poder participar do debate político. Agora, viabilizar essa participação é um aspecto central, essencial da própria construção do partido.

Eu penso, tenho a impressão, por várias discussões que foram feitas que uma parcela da militância não da a devida importância a esse direito que o partido tem se esforçado para viabilizar, que é o direito de participar diretamente de maneira decisiva da definição da política partidária a cada momento.

Eu faço essa introdução porque eu acho que, embora um objetivo pratico da nossa conferência seja discussão da nossa orientação e tomar resoluções sobre as eleições, o aspecto central da conferência, de toda conferência sempre é a discussão da orientação política de todo o partido. Quer dizer, sem orientação política nós viramos ai um grupo perdido, sem bússola na situação sem que não saiba o que está fazendo, que não é capaz de atuar coletivamente. Vocês vejam que a 24ª conferência foi realizada no exato momento que estava se votando, na Câmara Federal o impeachment da presidente da republica Dilma Rousseff.

E de lá para cá aconteceram várias coisas e nós precisamos tomar o pé da situação, e essas coisas que aconteceram, elas são da maior importância política. Nós tivemos o desenvolvimento político nesse período que tem um caráter decisivo para o futuro. Os acontecimentos permitiram distinguir as tendências fundamentais da situação de tal forma que hoje nós podemos, com muito mais clareza e muito mais segurança fazer uma análise do que está acontecendo com o país e relacionar essa análise com a situação internacional.

A situação internacional

Eu queria começar justamente sobre a situação internacional. Nós tivemos um pouco antes da conferência, uma acontecimento que vai influir decisivamente sobre o desenvolvimento da luta política internacional, da luta de classes internacional, que foi a decisão tomada em um plebiscito, pelo voto popular, pela população do Reino Unido, sobre a permanência ou não dentro da União Europeia, o chamado Brexit.

Essa decisão, foi inesperada, a decisão de sair da União Europeia. Não estava previsto os partidos principais desse que é um dos principais países do imperialismo mundial eles tinham confiança que conseguiriam reverter a situação e votar a permanência do país na União Europeia, e acabaram sendo derrotados.

A derrota do partido conservador foi esmagadora, porque o partido conservador foi quem convocou o plebiscito no sentido de conquistar maior autoridade política, sobre a direita diante do crescimento da direita, e acabou sendo derrotado de maneira desastrosa para eles.

A primeira coisa que nós temos que fazer aqui é analisar esse desenvolvimento que tem consequências muito grande para situação política de conjunto. O que que nós temos aqui? Eu acho que nós podemos dizer que essa votação, no Reino Unido, marca uma nova etapa mais profunda de desagregação dos regimes democráticos imperialistas.

Marca nos países imperialista, que são países centrais, Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha etc. Mas que vai ter uma forte influência nós países atrasados como o Brasil.

O que nós já tínhamos assinalado anteriormente, nós estamos acompanhando essa situação muito de perto, bastante tempo, a tendência a decomposição dos regimes políticos imperialistas. Nós tínhamos, por exemplo, vamos pegar só acontecimentos bem recentes, na Áustria o partido fascista austríaco, chamado partido da liberdade, ganhou a eleição presidencial no primeiro turno, e perdeu no segundo turno.

Agora, nesses dias, nos últimos dois dias, eles entraram com um processo na Suprema Corte austríaca e conseguiram a anulação do segundo turno das eleições e uma nova eleição. Uma nova eleição é provável que de a vitória a extrema-direita austríaca. Aqui eu queria fazer um esclarecimento para vocês, que imagino que todo mundo é bombardeado pela companha propagandística da imprensa capitalista, quando nós falamos que o partido austríaco é um partido fascista, não é força de expressão. Esse partido ele é um partido que vêm da segunda guerra mundial, e foi formado pelos partidários de Adolf Hitler na Áustria. Não é que ele é partido fascista como força de expressão, como uma maneira de dizer, ele é fascista mesmo.

Então nós tivemos esse acontecimento, nós acompanhamos também o esforço gigantesco que a burguesia britânica faz para impedir a vitória do partido de extrema-direita britânico, que teve mais de um terço dos votos na eleição britânica e acabou ficando com um parlamentar no parlamento britânico, devido o processo eleitoral do voto distrital e da aliança informal feita por debaixo dos panos, entre a direita do partido trabalhista e o partido conservador.

Nós tivemos ai a recente eleição provincial francesa, onde o partido com a maior votação foi o partido também de extrema-direita a Frente Nacional Francesa. Que também nesse caso nós devemos entender que ela é de extrema direita mesmo, fascista.

Nós tivemos ai a eleição na Itália, onde o principal partido da Itália foi derrotado em muitos dos principais lugares, retrocedeu extraordinariamente da votação, que é o partido democrático. Onde a gente viu a ascensão de um partido que é um partido sem muita definição política que o partido do Movimento Cinco Estrelas. Nós vimos ai recentemente eleição na Espanha, onde nem um dos partidos tradicionais conseguem fazer a maioria, foram feitas duas eleições, e eles não conseguem formar uma maioria para governar o país. E o país se encontra em um impasse total, e de um modo geral para gente não ficar aqui citando exemplos, essa situação se repete de uma maneira ou de outra por todos os países da Europa.

Qual que é a característica desse processo?

A característica central e que os partidos que são a espinha dorsal, que são o pilar de sustentação do regime, e quando nós falamos em regime político nós estamos falando fundamentalmente de partido que existem nesse regime, se o regime atua pelo voto ele estão em franca decomposição. Estão em uma crise total. Porque eles são um partido responsáveis por descarregar sobre as massas populares, a classe operária, nos seus país e o povo de modo geral a crise capitalista através do acordo imperialista mundial.”

 

Teses sobre a situação política – 25ª Conferência Nacional do PCO

  • 4 de julho de 2016

    A 25ª Conferência Nacional do Partido da Causa Operária foi encerrada no último domingo, 03 de julho. Foram dois dias de intensos debates sobre a conjuntura nacional e internacional. Os principais temas foram o golpe de Estado em marcha no Brasil e as eleições.

    O primeiro dia foi marcado pelas discussões e propostas sobre a posição do Partido em relação ao golpe e de que a campanha será mantida e ampliada aproveitando o período de eleições municipais.

    No segundo dia foi feita a continuação dos debates sobre a conjuntura política nacional e internacional. Também foi debatida a posição dos candidatos do Partido nas eleições municipais de todo o País.

    O PCO é um partido revolucionário. Sua campanha é feita de maneira unitária e de forma igual para todos os candidatos do Partido. Nesse momento, a principal campanha e tema que o partido irá realizar é a campanha contra o golpe de Estado e contra a direita golpista.

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